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Por que desenvolver suas fraquezas pode não ser o melhor caminho?

Atualizado: 16 de mai. de 2020


Sabe quando alguém elogia você por algo feito e você mal consegue aceitar o elogio de tão simples e natural que a ação foi? Ou então, quando você faz algo que parece muito fácil e outras pessoas demoram ou não conseguem?

Vemos isso o tempo todo, algumas pessoas têm mais habilidade com análises, outras com interação com o público, com a identificação de necessidades específicas de clientes, habilidade de ação rápida, e por aí vai... a lista de habilidades naturais que cruzam a nossa rotina é grande. Já percebeu que as pessoas ao seu redor possuem algo que flui naturalmente e torna aquela pessoa diferente em algum aspecto?

Essas habilidades naturais são talentos que se combinam de forma diferente em cada um de nós. Quando recorremos aos autores do livro Descubra seus Pontos fortes, Marcus Buckingham e Donald O. Clifton, vamos encontrar uma literatura voltada para a potencialização dos pontos fortes de cada um.

De acordo com os autores, globalmente apenas 20% das pessoas que trabalham em organizações acham que utilizam seus pontos fortes todos os dias! Isso mostra que maioria dos profissionais, 80%, se sentem subutilizados e provavelmente não se sentem satisfeitos no trabalho que executam.

Essa pesquisa foi feita pelo Instituto Gallup com mais de 1 milhão e 700 mil funcionários de 101 empresas de 63 países, com a pergunta sobre se tinham a “oportunidade de fazer o que faço de melhor” no trabalho. Somente vinte por cento respondeu que sim.

Com base nessa pesquisa, os autores também nos convidam a refletir sobre o fato que gastamos tempo demais desenvolvendo aspectos que não são naturais para a gente. As organizações também têm a tendência de proporcionar treinamentos semelhantes para pessoas com habilidades totalmente diferentes e investem bastante dinheiro nisso.

A ideia de nivelar o conhecimento e as competências entre pessoas com talentos diferentes muitas vezes gera frustração naqueles que poderiam entregar muito mais e trazer resultados expressivos em outras áreas de atuação. Mas, como o foco muitas vezes está na padronização das competências, as organizações perdem grandes oportunidades de terem o melhor de seus profissionais.

Nos processos de coaching de carreira que realizo essa questão é muito comum. Muitos profissionais se veem forçados a desenvolver habilidades que são extremamente difíceis para eles, enquanto possuem talentos naturais em outras áreas, por exemplo necessidade de desenvolver a comunicação e negociação quando o talento natural está voltado para análises detalhadas.

Em alguns casos esse profissional pode até se desenvolver em uma área que não é um ponto forte e ter resultados medianos, mas se o seu talento natural for reforçado e aprofundado com experiência, aprendizados e técnicas, esse profissional pode realmente se destacar e trazer resultados incríveis. Além do fato que sentirá um nível de realização profissional muito maior gerando um ciclo virtuoso para ele e para organização.

Quais as consequências dessa postura tão comum, de nivelar as competências e lapidar de forma uniforme seus colaboradores, que observamos nas organizações? Profissionais insatisfeitos, autoestima e autoconfiança baixas, alto nível de estresse, desmotivação, resultados medianos e alto turnover. Podemos adicionar também os altos investimentos em treinamento com baixo retorno.

Seja pelo lado da organização ou do profissional que busca se desenvolver e se reinventar, a dica é desenvolver aquilo que você faz bem porque a chance de você se destacar e sair da média é muito maior. Para os líderes, também fica a mesma ideia, o quanto você consegue reconhecer as habilidades naturais de cada integrante de sua equipe e estimular que elas sejam aprimoradas?

Em relação aos pontos que não são fortes, a proposta é que se faça um “controle de danos”. Ou seja, gastar a energia e tempo necessário para ter o desempenho aceitável naquele aspecto. Mas, para se tornar excelente, os pontos fortes são os grandes aliados!

Aqui vão algumas dicas, retiradas do livro mencionado, para identificar os pontos portes:

  • Um ponto forte se caracteriza por um desempenho estável, quase perfeito em determinada atividade.

  • A capacidade de fazer alguma coisa só é um ponto forte se você consegue se imaginar fazendo aquilo com alegria e com êxito.

  • Um ponto forte, para ser aprimorado precisa de talento, conhecimento e técnica. Ou seja, precisamos melhorar os talentos para que se tornem pontos fortes.


De acordo com os autores, quando trabalhamos em uma organização que valoriza e potencializa nossos pontos fortes encontramos nosso diferencial e temos potencial para agregar muito mais!

“A empresa cujos colaboradores sentem que têm seus pontos fortes mobilizados todos dias é mais forte e poderosa”.

Quando fiz minha transição de carreira ainda não conhecia essa abordagem nesse formato, mas instintivamente sabia que a transição possibilitaria a minha dedicação ao que naturalmente faço de melhor. É importante levar em consideração que gostava do meu trabalho e das pessoas com as quais convivia. Ao me deparar com essa abordagem e realizar o teste de identificação dos pontos fortes que você pode fazer ao comprar o livro, validei de forma pragmática o que era instintivo.

Deixo essa reflexão para que você perceba o que faz de melhor, o que te dá mais felicidade e prazer! O que você faz sem sentir o tempo passar! Se for tão natural que chega a ser difícil perceber, aprofunde seus conhecimentos com a leitura do livro e com o teste que ele traz.

Compartilhe comigo as suas impressões e descobertas! Vou adorar participar desse momento!

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